sexta-feira, 4 de abril de 2008

Resumo Histórico do Movimento Teatral da Paixão de Cristo em Quixeré

A década de 1980 foi para Quixeré uma época de mentes férteis em termos culturais com a juventude mobilizada em torno do CCC – Centro Cultural de Cordel – que adaptava a literatura de cordel para peças teatrais belíssimas e tinha como principais líderes os jovens: Antonio Manoel Filho, Veridiano Rodrigues, Domingos Sávio e Valderez. E a JUFRA – Juventude Franciscana que animava, através de seus membros, adolescentes e jovens nas tardes de Sábado tendo como palco o Centro Comunitário (hoje CVT).
Vem desses movimentos o Teatro Paixão de Cristo cujo embrião foi a peça “Vida de Cristo” com roteiro elaborado por Sebastião Santiago Lima – Presidente da JUFRA, Pedro Sérgio Moreira Leão, Maria Elizomar Almeida e José Genésio (Basinho) estudantes jufrenses em 1984.
A primeira apresentação aconteceu no Palco do Centro Comunitário em 1984 com vinte e quatro pessoas atuando em mais ou menos 30 cenas, contando a história de Jesus, do nascimento à ressurreição.
O mesmo grupo apresentou a mesma peça em 1985 em frente à Igreja Matriz com narração de Domingos Sávio.
Em 1986 o jovem Antonio Manoel Filho (Toínho de Tony) foi convidado para ser o Narrador e tudo ainda acontecia de forma muito simplória, pois não tinham figurinos próprios, cenários, sistemas de som e fotografia. Mas é desse ano que se conta o tempo de apresentação da Paixão de Cristo em Quixeré.
1987 – Não houve apresentação.
1988 – A apresentação, já mais aprimorada, ainda foi realizada no patamar da igreja, mas já contou com sistema de som, dublagem de todas as falas, registros fotográficos e mais de 40 participantes.
1989 – Deu-se início a montagens de cenários, acréscimos de cenas como a ressurreição de Lázaro, perdão de Madalena, enforcamento de Judas, Jesus perante Pilatos, pré-julgamento dos sacerdotes e dessa vez a ascensão de Jesus foi realizada através de um macaco hidráulico, trazendo mais realidade e leveza à cena.
1990 – Não houve apresentação.
1991 – A apresentação aconteceu em um terreno de 60 x 8m à beira da estrada da barragem no Bairro Pontal. Propriedade particular da família de Toínho de Tony. O palco foi feito em terraplanagem e os cenários em madeira e compensado. A ascensão de Jesus contou com um mecanismo de cordas e roldanas suspensas por duas carnaúbas e efeito especial com muita fumaça.
1992 – A prefeitura cedeu o prédio da CIBRAZEM e terrenos anexos onde foi construído um palco único e fixo de terraplanagem para todos os cenários e cenas. A partir desse ano, contando com espaço fixo e local para guardar o material de uso para as apresentações, o teatro Paixão de Cristo toma novo impulso e começa a se reestruturar.
1993 – A apresentação ganhou novos cenários: templos em tecidos e grades de madeira, melhor iluminação e som. Sistema de gravação de play back já incluindo fundo musical.
1994 – não houve apresentação por falta de patrocínios. Daí a formação da Associação Teatral Monsenhor Oliveira – ATMO – com o objetivo de tornar-se pessoa jurídica e angariar recursos para os anos seguintes. Na contagem da ATMO até 2008 são 23 anos de teatro e 20 anos de apresentações.
De 1995 a 2008 apresentações sucessivas e ininterruptas fazem a cada ano a consagração de uma história de muitos sonhos, união de esforços populares e exemplo de perseverança. Assim se resume a epopéia que é hoje liderada pelos artistas da ATMO, com apresentação de um dos maiores espetáculos de teatro ao ar livre do Ceará.
2008 - logo Após a Semana Santa, a ATMO reuniu seus membros para renovação da diretoria que é composta por 09 participantes e tem como atual presidente - Paulo Cesar Melo Costa, Vice-presidente - Regina Cláudia de Oliveira Sousa, 1ª secretária - Maria Luciana Xavier Lima, Diretor-geral - Antônio Manoel filho que é também o Relações pública do Grupo e atende pelo telefone (088) 3443 1483 ou pessolamente, no salão ateliê na rua João Batista de Oliveira, 240 Centro de Quixeré - Ceará

Um comentário:

Loucos por Conhecimento disse...

Parabéns pelo excelente resumo oferecido como memória dessa rica história. Fico feliz, pois, participei da primeira formação de atores e hoje tantos anos depois vejo meu filho, participando com o mesmo entusiasmo na apresentação da Paixão de Cristo.